22 de ago de 2010

Cattleya Júlio Conceição

Essa bela orquídea foi criada a partir do cruzamento da espécie Cattleya intermedia com a Cattleya Cowaniae, em 1950, e nomeada por um pesquisador que quis homenagear o orquidófilo santista Júlio Conceição. Suas flores são brancas, com um leve perfume, duram cerca de 15 dias e surgem quase sempre no verão.

Júlio Conceição foi pioneiro no cultivo de orquídeas em Santos e proprietário do antigo Parque Indígena, considerado o maior orquidário ao ar livre do mundo no início do século passado. Após o seu falecimento em 1933, a coleção de flores foi adquirida pela Prefeitura e transferida para o Orquidário Municipal, que possui o busto do orquidófilo em destaque, na entrada.

Cattleya Lawrenciana

Denphal



Uma das minhas primeiras plantas...


Catlleya Lueddmanniana


CULTIVO

Planta bem rústica e de fácil cultivo, principalmente se cultivada em locais quentes e com bastante luminosidade. A Cattleya lueddemanniana tolera bem os vários tipos de substratos oferecidos, principalmente os que tenham maior aeração, como é o caso das cascas de pínus e peroba.

As variedades da Cattleya lueddemanniana podem ser classificadas de acordo com suas tonalidades, que no caso das plantas típicas (lilases), são divididas pelo seu biotipo. As costera, são as plantas que produzem flores em tonalidade mais claras e as larense, são as mais escuras.

Abaixo alguns dos clones mais conhecidos dentro da espécie:

alba: Drago, Hans, Maria Callas, Morocha e Virgínia

aqüini: Aulisi

coerulea: Amparo, Mariauxi, Morillo, Sique-sique e Tânia

concolor: Luz de Luna e Orquiven

semi-alba: Aguacerrito, Mamacita e Stanley

típica


Cattleya Maxima

A planta dessa variedade é uma versão monofoliada da Cattleya amethystoglossa sendo, portanto, uma planta bem alta e robusta. As folhas que ficam acima dos altos pseudobulbos são similares as de uma cattleya monofoliada típica. Essa variedade alta ocorre nas baixadas litorâneas do Equador, mas pode também ser encontrada no litoral do Perú, só que em áreas muito restritas, já que aquele litoral é quase todo desértico. Essa variedade apresenta em média de 12 a 24 flores por haste em plantas bem adultas e estabelecidas e as flores dessa variedade tendem a ser de coloração mais clara que as das plantas de altitude. Em cultivo, como eu já disse, essa variedade gosta de calor, necessita mais sol que a variedade baixa e deve ser plantada em vasos mais apertados que o normal. Essa é a variedade mais cultivada no Brasil. As duas variedades florescem bem quando as suas folhas estão na coloração verde alface, embora a variedade de pseudobulbos baixos possa apresentar esporadicamente folhas bronzeadas, o que não acontece na variedade de pseudobulbos altos. As flores dessa cattleya embora não tendo pétalas largas, devido a sua quantidade e ao lindo labelo com a luminosa faixa amarela no centro, formam um belíssimo espetáculo floral. As variedades de cor dessa espécie são as mesmas que as das demais cattleyas monofoliadas, isto é, existem as albas, as caeruleas, as suaves as semi-albas, etc. Essa foi a primeira cattleya a ser descoberta, embora não tenha sido a primeira a ser classificada (a primeira foi a Cattleya labiata).
O cultivo dessa variedade requer temperaturas mais frias, principalmente à noite e condições mais úmidas. Essa variedade é mais cultivada nos países do Hemisfério Norte, onde é mais fácil de se obter em estufas as características climáticas que ela necessita. Já a variedade alta vegeta desde o nível do mar até uma altitude de 600 metros acima dele. Essa variedade gosta de calor, inclusive de noites quentes, cuja temperatura não deve cair abaixo dos 12°C.

Dendrobium


A maioria das espécies produz altos pseudobulbos roliços que lembram a cana-de-açúcar, com folhas por toda sua extensão, e florescem em cores variadas. As flores agrupam-se em talos curtos ao longo dos pseudobulbos por toda a primavera até o verão, dependendo da região geográfica onde se encontrar. Há mais de mil espécies de Dendrobia, todas epífitas (razão de seu nome) embora, ocasionalmente, possam ser encontradas sobre rochas ou no solo.

As flores têm largas pétalas e sépalas, com o labelo geralmente apresentando um tom diferente, geralmente mais escuro, o que dá origem ao nome popular de "olhos de boneca".

Há espécies de climas quentes e moderados, florescendo até mesmo no inverno em algumas regiões. Podem ser amarradas em troncos de superfície irregular, onde podem se desenvolver até formar floradas imensas, com centenas de flores, quando bem tratadas.

Em vasos, devem ser cultivadas em estufa com boa luminosidade; no inverno, só aguar se os pseudobulbos murcharem e recomeçar a regar depois que se formarem os botões de flor.